“Sendo professor, que nunca te falte consciência de classe e nem compromisso social” (Paulo Freire)
Imagem 1: A diretoria da APLB-Sindicato e os representantes da atual gestão
sentam para tratar dos pontos de pauta da categoria.
Na tarde de
terça-feira (13/09), a direção da APLB-Sindicato reuniu-se com a Secretária da
pasta de Educação e Cultura Regiane Miranda e representantes da gestão pública
do município de Teixeira de Freitas. O encontro ocorreu na Secretaria Municipal
de Educação e Cultura e teve como objetivo avançar na pauta de reivindicações.
Entre elas, se destacam, Reajuste do Piso Nacional Salarial, Pagamento da 3ª
(terceira) parcela da Licença Prêmio, formação da Comissão Paritária para
discutir o pagamento dos Precatórios do FUNDEF e aplicação dos mais de R
$18.000,000,00 (dezoito milhões) por meio de um Plano de Ação da Secretaria
Educação.
Imagem 2: Do lado esquerdo da mesa, a professora e diretora da APLB-Sindicato Brasília Marques. Do lado direito, a secretária das pasta de Educação e Cultura do Município de Teixeira de Freitas, Regiane Miranda.
Em relação ao
reajuste do Piso Nacional Salarial, ficou acordado entre a APLB-Sindicato e
representantes da gestão, uma nova rodada de negociação para o dia 25 de outubro
de 2022. Desse modo, dos 33,24% de recomposição do Piso Nacional para os trabalhadores em educação, dos quais a
categoria da Rede Pública Municipal de Ensino já conseguiu, depois de muitas
mobilizações, o valor de 10,5%, a gestão municipal, precisa conceder o reajuste dos 22,24% do restante da
recomposição, para cumprir a Lei Municipal 008/2008, que dispõe sobre o Plano
de Carreira do Magistério Público do Município. Tendo em vista que a previsão
de entrada do FUNDEB pode custear essa complementação do salário dos
trabalhadores em educação. Para discutir esse ponto, ficou acertado uma
reunião em 25 de outubro.
Imagem 3: A diretora da APLB-Sindicato juntamente com o departamento jurídico tratam
das reivindicações da categoria com os representantes da gestão pública
municipal.
Um dos pontos que é
motivo de angústia para mais 900 educadores é o pagamento da 3ª (terceira)
parcela da Licença Prêmio. Com relação a esse ponto, os representantes da
administração pública esclareceram a respeito da notificação do Tribunal de
Contas do Município - TCM referente às parcelas da Licença Prêmio pagas com
recursos próprios, que foi uma decisão do gestor para cumprir o Estatuto do
Servidor. O Procurador Geral, finalmente, repassou para o jurídico da APLB a
notificação do TCM e ficou decidido que os representantes legais da categoria
de educadores irão agendar uma reunião
com o Inspetor Regional em Eunápolis para
tentar resolver o problema.
A direção da APLB-Sindicato, solicitou a formação de uma comissão paritária, composta pela sociedade organizada do município, para acompanhar a construção da legislação necessária para o pagamento dos precatórios do FUNDEF em Teixeira de Freitas. Diante da concordância de ambas as partes, ficou acordado a formação de uma comissão especial, com a participação de representantes da APLB-Sindicato.
Imagem 4: Trabalhadores da Rede pública Municipal de Teixeira de Freitas, fazem manifestação no 07 de Setembro.
Outro ponto relevante
é a Eleição de Diretores e Vice-Diretores da Rede Pública Municipal. “Essa
pauta que se encontra no Plano de Governo (2021 – 2024) do prefeito Marcelo
Belitardo, não foi cumprida até o momento. Nesse sentido, é outro ponto que
avançamos, tendo em vista que colocamos na mesa de negociação” - declarou a
professora e diretora da APLB-Sindicato Brasília Marques.
Durante a reunião, os
diretores da APLB-Sindicato cobraram um Plano de Ação, detalhando como, quando
e a forma que será aplicado os mais de R$18.000.000,00 (mais de dezoito
milhões). “Essa mesa foi uma grande conquista da Luta da APLB - Sindicato.
Tentar impor ordem diante desordem na concessão dos direitos dos trabalhadores, e progresso somente para
os gestores, não é uma saída racional e democrática para os problemas da
Educação. Os direitos dos trabalhadores e da sociedade não avançam no silêncio,
conforme nos ensinou Paulo Freire. É na palavra que nos humanizamos, e os
gestores precisam ter compreensão dessa dinâmica, caso contrário os
trabalhadores, continuarão desafiando e mudando a ordem estabelecida" -
declarou a professora Brasília Marques a nossa equipe de reportagem.



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