segunda-feira, 28 de março de 2022

Trabalhadores da Rede Pública Estadual e Municipal fazem paralisação (16/03) em Teixeira de Freitas

 “A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto” 

                                                        (Darcy Ribeiro)

Imagem 1: Imagem de arquivo.


Os trabalhadores em educação da rede pública do estado da Bahia e da rede pública municipal de Teixeira de Freitas realizaram a paralisação (16/03) para cobrar do governador do Estado da Bahia Rui Costa (PT) e do prefeito Marcelo Belitardo (DEM) respeito e cumprimento da pauta de luta emitida pela APLB-Sindicato.

Grupo de pais, responsáveis e estudantes fazem manifestação na manhã de sexta-feira (17/03) contra a falta de ônibus escolar para os/as alunos/as do Residencial Santos Guimarães. 

    Depois do anúncio do percentual da recomposição do Piso Nacional dos trabalhadores em educação de 33,24% em cumprimento da Lei nº 11.738/2008 feito pelo governo federal Jair Bolsonaro (sem partido), os coordenadores pedagógicos e professores da rede pública estadual foram prejudicados, tendo em vista que apenas uma parcela receberá a recomposição, já que a proposta do governador Rui Costa (PT) rasgou o Plano de Carreira do Magistério por desconsiderar a progressão de nível (ver tabela abaixo). Assim, alguns pontos da pauta que fizeram com que os trabalhadores em educação ocupassem as ruas foram: 1) Cumprimento do Piso do Magistério de 2022 com valor de R$ 3.845,63 atendendo ao princípio da isonomia; 2) Regulamento do Piso salarial dos trabalhadores em educação em consonância com o art. 206, inciso VIII da Constituição Federal. 3) Valorização dos planos de carreira, contratações por concurso público e contra a terceirização na educação. 4) Revogação do “Novo Ensino Médio” de viés excludente e de formação mínima; 5) Contra a militarização escolar, homeschooling (educação domiciliar) e a Lei da mordaça (Escola sem partido).

Fonte: Diário Oficial do Estado da Bahia

    Na rede pública municipal, os coordenadores e professores já acumulam uma perda de 54,66%. Só no ano de 2022, a perda é de 33,24%. O prefeito Marcelo Belitardo não apresentou uma proposta de reposição. Além disso, a população teixeirense também está insatisfeita com o posicionamento do governo que não fez a licitação para o transporte escolar. Com isso, os pais/responsáveis realizaram manifestações em alguns bairros. Entre elas, se destaca a do bairro Residencial Santos Guimarães. Outro fator relevante é que a maioria das escolas da rede municipal não foi  reformada a tempo  para receber os estudantes com o mínimo de dignidade. Soma-se a essas demandas, o não pagamento da última parcela da licença-prêmio, o fechamento da biblioteca pública municipal e a exoneração dos aposentados. 

Um comentário:

  1. Inexplicável esse descaso em todo o município!!!! Não é possível fazer essa leitura, a conta não fecha... Direitos a categoria tem por lei, dinheiro sabemos também que há a sobra de 18 milhões. A pergunta é: porque não se cumpre a lei? Ou o gestor entende que a lei é pra ser apensas fixada no papel?

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