Reunião no Ministério Público para tratar dos protocolos de retorno da volta as aulas [semi]presenciais. A diretora da APLB-Sindicato professora Brasília defende que retorno apenas com imunização via 2ª dose da vacina para todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação.
O Brasil é um dos países com maior
número de mortes por COVID-19 no mundo. A quantidade de pessoas que perderam a vida já ultrapassa os 400.000 mortos. Na cidade de Teixeira de Freitas a realidade não tem sido diferente. A taxa de ocupação dos leitos do SUS chegaram a 100% de ocupação. No setor privado a realidade também não tem sido diferente, pois os leitos estão 100% ocupados. O Sistema de Saúde se encontra colapsado. Mas em meio a esse
contexto foi colocado em votação o PL 5595/2020 no Senado Federal. O projeto tem o objetivo de realizar uma emenda na Constituição Federal (1988) tanto na Educação Superior quanto na Educação Básica transformando ambos em serviços essenciais. Com isso, os/as trabalhadores/as em educação seriam forçados a realizar o retorno com aulas presenciais. Além disso, o presidente da república Jair Bolsonaro (sem partido) vetou integralmente o projeto que assegura internet grátis para alunos e
professores da rede pública. Como se não bastasse o prefeito Bruno Reis (DEM)
anunciou o retorno das aulas semipresenciais em Salvados para 03 de Maio.
APLB-Sindicato Delegacia do Extremo Sul faz outdoor em defesa da vida. Ano letivo se recupera, vidas não podem ser recuperas. Retorno só com vacinas.
Foi em meio a esse contexto que a
Delegacia do Extremo Sul da APLB-Sindicato vem realizando e participando de um
conjunto de atividades e lutando pela pauta de que ano letivo se recupera, mas vidas não podem ser recuperadas.
Na manhã de sexta-feira (30/04) a
direção da APLB-Sindicato participou da manifestação do 1º de Maio - dia dos
trabalhadores/as. Estiveram presentes as centrais sindicais: CTB, CUT e UGT. No
ato foram expostas faixas, e cruzes em protesto aos mais de 400.000 mortos.
Além disso, os educadores são contra o retorno das aulas semipresenciais sem a
vacinação de todos os trabalhadores da educação.
A Delegacia do Extremo Sul, também
colocou quatro outdoors pela cidade de Teixeira de Freitas com a seguinte
questão: queremos voltar com segurança!
A APLB defende o retorno das aulas presenciais somente após a vacinação
de todos os profissionais da educação (ver imagem do outdoor acima).
Na manhã de sábado (01/05) representantes
da APLB-Sindicato estiveram no Programa Vozes da Terra – Rádio Caraípe FM – para
reforçar a sua posição de serem contra as aulas semipresenciais sem a vacinação dos trabalhadores e trabalhadoras da educação e se solidarizaram
com a luta dos/as trabalhadores/as do Município de Salvador devido o retorno das
aulas via Ensino Híbrido.
Na manhã de quarta – feira (05/05) a
APLB-Sindicato participou de uma reunião no Ministério
Público do Estado da Bahia, pela solicitação do ofício nº 111/2021 “para tratar
dos protocolos de prevenção e enfrentamento à COVID-19, a serem adotados para o
retorno às aulas presenciais, bem como da necessidade de aferição do
quantitativo de alunos com necessidades especiais e o projeto de garantia de
ensino a estes alunos” (ver documento em anexo).
Na reunião a direção reforçou seu
compromisso com a vida e destacou que o ano letivo pode ser recuperado, mas
vidas não se recuperam. Assim foi descrito pela direção:
"É
preciso fazer uma distinção aqui. O fato das unidades escolares estarem
fechadas não quer dizer que a educação esteja parada. Muito ao contrário, pois
a carga horária do professor aumentou duas, três e até quatro vezes mais. Além
disso, os custeios do Ensino Remoto Emergencial – ERE foram passados para os
professores, pois eles pagam a internet, a energia elétrica, computadores,
celulares, chip entre outros. Sem ter uma contrapartida seja de ajuda de custo
ou de formação continuada. Além do mais, as unidades escolares não passaram
pela reforma para atender aos protocolos de segurança. As unidades não tem
condições de receber os mais de 20.000 estudantes da Rede Pública Municipal sem
garantir que o contágio pode ocorrer" – declarou a professora Brasília a nossa
equipe de reportagem.
Anexo(s):









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