Por André Almeida
Na manhã de terça-feira (02/04) os
trabalhadores/as em educação do Estado da Bahia paralisaram as suas atividades.
No Município de Teixeira de Freitas, as manifestações ocorreram em frente ao
NTE 7 (Núcleos de Tecnologia Educacional), local em que os professores acabaram expondo as suas insatisfações por meio de faixas, carro de som, panfletagem
e palavras de ordem.
A pauta coletiva foi construída por cinco
entidades. São elas: APLB-Sindicato, Sinpojud, SindSefaz, SindSaúde e Sintest.
As reivindicações foram enviadas ao governador Rui Costa (PT). A ideia é
pressionar o governador para que marque uma audiência contemplando os itens: Reajuste Linear para todo funcionalismo ativo e
aposentados, tratar do Planserv, pagamento do salário mínimo e URV.
“Estamos tentando abrir um diálogo com o
governador Rui Costa (PT). Ele foi sindicalista e sabe que as conquistas só se
dão por meio da luta. Nosso lema nesse momento é organização, mobilização e
conscientização de todos/as os/as trabalhadores/as da educação” declarou André
Almeida a equipe de reportagem da APLB – Sindicato.
“O saldo para a educação não é positivo. Para
se ter uma ideia, os servidores acumulam uma perda de 25% nos salários e quando o governo foi fazer a reposição em 2014 e 2015 isso se deu por meio de parcelamento. Ao mesmo tempo
que cortou os salários, o governo aumentou as contribuições no Plano de Saúde de
12% para 14%, porém segundo depoimento dos trabalhadores as condições de atendimento pioraram. Nesse contexto,
precisamos falar que mais de 30 mil funcionários públicos estão ganhando abaixo
do salário mínimo. Portanto, ao mesmo em que congela salários, temos um plano caro
e ruim. Além dos mais, a nossa aposentadoria ficou mais distante e mais cara. –
declarou o diretor de comunicação André Almeida a nossa equipe.
As manifestações que ocorreram em todo o
Estado da Bahia tem como finalidade abrir um diálogo com o governador. Caso o
mesmo não atenda as reivindicações que se encontram na pauta os servidores públicos vão deflagrar uma Greve Geral!
“Estamos em um
contesto em que o acúmulo de perdas vem aumentando. Chegou a hora de dar um
basta e fazer valer nossos direitos” – declarou a professora Brasília a nossa equipe
de reportagem.
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