por Katia Armini/Site: Foco no Poder
Com a crise econômica atual, a arrecadação dos estados e municípios declinou rapidamente. Como os gastos com educação estão diretamente ligados à arrecadação de impostos, a tendência de crise, principalmente na educação, se confirmou. Será que isso vai afetar o plano de cargos e salários dos professores ou o aprendizado dos alunos?
Em muitas cidades do Brasil, o caos já está instalado, mas, em Teixeira de Freitas, pelo menos no que tange ao Plano de Cargos e Salários do professor, o cumprimento do acordo coletivo foi garantido pelo prefeito Temóteo Brito e pelo Secretário de Educação, Hermon Freitas em reunião com a APLB - Sindicato na pessoa da professora Francisca Brasília e do Conselho Municipal de Educação, na pessoa de Adriana Serapião.
Brasília, em entrevista ao FOCO, deixou claro que o sindicato não vai retroceder, como tem sido ventilado nos bastidores da política. Ela acredita que o setor de educação deve ser preservado em razão de ser fundamental no processo de desenvolvimento do país e que o Governo Federal deve arcar com as contas da educação para honrar o Plano Nacional de Educação, que prevê a equiparação salarial dos professores a de outros profissionais da educação. Ela deixa subentender que retroceder nesta área é o mesmo perder o status de emergente e se afundar no subdesenvolvimento, caracterizado pela concentração de renda elevada; o limitado desenvolvimento humano e, principalmente, a baixa qualidade em termos de educação e saúde.
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| Imagem 2: Lei 839/2017 - Homologa o Recimento Interno do Conselho Municipal de Educação. Amparando judicialmente que a servidora Adriana Serapião, esteja dipensada para exercer a função de presidente do Conselho Municipal de Educação. (Lei 839/2017) |
“Nós, educadores, população e principalmente os vereadores e seus partidos políticos, têm que pensar educação de forma diferente. Não é pensar, que neste momento de crise nós vamos retroceder e que o professor vá pagar pela crise. Quem pensa assim tem um pensamento retrógrado. Esse não é um pensamento de quem pensa educação, pois,
no momento que você desvaloriza o professor, está também impedindo o avanço da qualidade na educação. Professor é um ser humano, ele precisa ter estímulo para estar na sala de aula. Ele precisa de ter estímulo para estudar.
Nós estamos em plena revolução tecnológica, o professor precisa de informação, mas também precisa de salário digno. Ele precisa de auto estima. A nossa postura é de entender a crise mas não é de recuar diante da crise.
No Plano Nacional de Educação a Meta é equiparar o salário do professor com os outros profissionais de educação, então, quem pensa em reavaliar para baixo o plano de cargos e salários, tem um pensamento de retrocesso.
Nós sindicalistas não podemos admitir e vereadores e prefeito também não podem admitir, temos que partir para cima do Governo Federal que precisa fazer bem mais do que já faz, que é a complementação do FUNDEF. Ele tem que bancar os Planos de Carreira, como eles são e não tentar diminuir as vantagens que o profissional conquistou tendo como norte o Plano Nacional de Educação que contempla a valorização do salário do professor”, explicou a sindicalista.
no momento que você desvaloriza o professor, está também impedindo o avanço da qualidade na educação. Professor é um ser humano, ele precisa ter estímulo para estar na sala de aula. Ele precisa de ter estímulo para estudar.
Nós estamos em plena revolução tecnológica, o professor precisa de informação, mas também precisa de salário digno. Ele precisa de auto estima. A nossa postura é de entender a crise mas não é de recuar diante da crise.
No Plano Nacional de Educação a Meta é equiparar o salário do professor com os outros profissionais de educação, então, quem pensa em reavaliar para baixo o plano de cargos e salários, tem um pensamento de retrocesso.
Nós sindicalistas não podemos admitir e vereadores e prefeito também não podem admitir, temos que partir para cima do Governo Federal que precisa fazer bem mais do que já faz, que é a complementação do FUNDEF. Ele tem que bancar os Planos de Carreira, como eles são e não tentar diminuir as vantagens que o profissional conquistou tendo como norte o Plano Nacional de Educação que contempla a valorização do salário do professor”, explicou a sindicalista.
A respeito do Ano letivo comprometido por conta de um erro de cálculo, por parte da Secretaria de Educação, na hora de fazer o reordenamento escolar, Brasília entende que apesar da intenção do Secretário de Educação Hermon Freitas, ter sido boa ao enfrentar uma medida tão impopular, o reordenamento foi realizado de forma imediatista. A sindicalista acredita que um trabalho mais minucioso cumprindo etapas, preparando primeiramente os espaços, mediante a estudos sobre a necessidade de cada bairro e seu potencial de crescimento, é a estratégia ideal. Brasília alerta que, em decorrência dos fatos que não podem ser mudados, a única alternativa é prosseguir e contar com a tolerância da população, pois, colocar crianças em salas com escadaria sem proteção e janelas inacabadas é autorizar o sinistro. O reordenamento precisava ter sido concebido de forma menos traumática tanto para a prefeitura como para os alunos.
“O reordenamento tinha que acontecer, não tem como o município ficar pagando 5, 6, 7 mil em casas que não valiam um salário mínimo, por conta de indicações políticas por traz destes alugueis abusivos. É pouco o que vai economizar com os alugueis das casas? Sim, é pouco. Mas, em decorrência da crise e também por uma questão moral com o dinheiro público, é preciso otimizar os investimentos. O reordenamento, no entanto, não está sendo feito a contento, mas nós estamos acompanhando isso de perto. O secretário esbarrou numa coisa chamada burocracia que, aliada as chuvas do final de ano, entravaram todo processo e estagnaram o andamento das reformas”, pontuou.

