segunda-feira, 26 de julho de 2021

APLB-Sindicato “tentativa de volta às aulas no Estado da Bahia foi um fracasso"

 “Eles combinaram de nos matar. E nós combinamos de não morrer.”
(Conceição Evaristo)
Foto 1: Diretora da APLB-Sindicato, professora Brasília Marques em visita ao Colégio Estadual Machado de Assis.


As aulas no Estado da Bahia na modalidade do Ensino Híbrido foram impostas pelo governador Rui Costa (PT) para retorno  em 26 de julho. Desde então, a Delegacia Extremo Sul  da APLB-Sindicato vem realizando uma série de ações em Teixeira de Freitas, visando a proteção dos trabalhadores e trabalhadoras em educação com a finalidade de assegurar a vida de toda comunidade escolar. 

Vídeo 1: Professora Brasília em entrevista trata do risco de morte em ambiente fechados. 

Na manhã de segunda-feira (26/07) os diretores André Almeida e Brasília Marques da APLB-Sindicato realizaram uma visita nas unidades escolares do Estado da Bahia,  que estão localizadas no município de Teixeira de Freitas, para verificar as condições do que vem sendo chamado de 2ª fase - Retorno Híbrido (semipresencial). Entre as unidades visitadas estão, Colégio Estadual Professor Rômulo Galvão (CEPROG), Colégio Estadual Democrático Ruy Barbosa, Colégio Estadual Henrique Brito e Centro Territorial de Educação Profissional do Extremo Sul - CETEPES. 

Foto 2: Diretores da APLB-Sindicato visitam o Colégio Estadual CEPROG

No geral, o retorno imposto pelo governador Rui Costa (PT), sem dialogar com os mais interessados, que são os pais/responsáveis, estudantes e os/as trabalhadores e trabalhadoras em educação não teve adesão. “O governador não aprendeu a lição de que vidas não se recuperam, mas conteúdos podem ser recuperados. E com essa atitude, de retorno sem diálogo, coloca em risco de morte os principais sujeitos que fazem a educação no chão da escola, ou seja, os trabalhadores, estudantes e seus familiares, por isso, esse retorno não teve sucesso.” - declarou a professora Brasília a nossa equipe de reportagem.

Mesmo com as ameaças por parte do governador Rui Costa (PT) e do Secretário de Educação Jerônimo Rodrigues de cortes de salário dos professores, coordenadores e a suspensão do pagamento dos benefícios como vale alimentação, mais estudo e o bolsa permanência dos/as alunos/as, ações essas, que os deixam mais vulneráveis economicamente. Os pais/responsáveis, alunos/as, coordenadores e professores, praticamente em sua totalidade, não retornaram para a escola na modalidade do Ensino Semipresencial (Híbrido). 

“Não estamos em greve! O que estamos orientando é a continuidade do Ensino Remoto Emergencial com o objetivo de assegurar a vida de todos da comunidade escolar com relação ao contágio pela COVID-19. Além disso, muito ao contrário do que o governador e o Secretário pulverizaram, de que o servidor  não pode trabalhar quando quer, os trabalhadores da educação continuam trabalhando remotamente e custeando a internet, energia elétrica, computadores, celulares, entre outros, sem uma contrapartida do governador e do secretário. Soma-se a isso, a carga excessiva de trabalho que está provocando graves consequências na saúde desses   profissionais” - defendeu a professora Brasília a nossa equipe de reportagem.     

 

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