domingo, 19 de julho de 2020

Ações da APLB-Sindicato em meio ao isolamento social e pandemia de COVID-19

por André Almeida e Brasília Marques
     
A publicação do Decreto 388/2020 no Diário Oficial do Município, entre outras ações, suspendeu as aulas nas unidades públicas e privadas do Município de Teixeira de Freitas, como prevenção de combate ao COVID-19. E a APLB-Sindicato esteve à frente para que em pleno isolamento social, fosse possível no momento preciso, para diminuir o contágio pelo COVID-19. Desde então, APLB-Sindicato vem se reinventando e atuando de acordo com as orientações da Organização Mundial de Saúde para garantir os direitos dos/as trabalhadores/as em educação e acima de tudo criar medidas protetivas que priorizem a vida.
“No que depender da Prefeitura o comércio não será fechado, pois estamos trabalhando com o objetivo de preservar a saúde e a economia cumprindo as medidas de proteção, ontem tivemos o dado confirmado que temos 90% de curados em nosso município, temos realizado inúmeras ações de controle ao vírus e temos responsabilidade com a nossa população” – declarou o prefeito Temoteo (PP) em uma entrevista. (Foto/Trecho do texto: Sul Bahia News) 

         Para garantir o direito dos/as trabalhadores/as em educação, a direção da APLB-Sindicato optou por realizar Assembleias Virtuais. Essas são feitas pelo programa google meet e tem como finalidade acompanhar, orientar e deliberar as ações em plena pandemia. Entre elas, a posição dos educadores no que compete as aulas remotas, mais conhecidas como: EAD.
Membro da diretoria da APLB - Sindicato e do Conselho de Alimentação Escolar - CAE a professora Josy Aguilar fiscaliza a entrega dos kit’s/cestas básicas para alimentação dos estudantes da Rede Pública Municipal de Ensino.

“Os trabalhadores e trabalhadoras em educação, na sua maioria, são contra as aulas virtuais na rede pública de ensino. Nada substitui a convivência das crianças entre si e o cuidar delas pelo/a professor/a. Educar é cuidar, se relacionar, acompanhar, brincar entre outras coisas. Nenhuma sociedade Antiga ou Contemporânea se formou com pessoas vivendo e se educando de forma isolada. Além disso, crianças e adolescentes não dispõem de computador, internet e uma estrutura mínima de acesso ao conteúdo nem de realizar as atividades. Quando a gestão defende o ensino a distância, sem dar condições efetivas de aprendizagem, ela pode aprofundar, mais ainda, a distância e oportunidades das crianças e jovens de se apropriar dos vários tipos conhecimentos produzidos pela humanidade. Mesmo assim, diante do compromisso que temos com a comunidade teixeirense, orientamos os educadores a realizar atividades de ensino-aprendizagem usando as tecnologias, do aparelho celular e outros, para continuar mantendo o vínculo e uma rotina de estudos. Nesse sentido, a sociabilidade é fundamental para manter a inclusão e buscar novas formas de inclusão para aqueles que não tem acesso nem a internet e muito menos ao computador. 
Fonte: Secretaria de Saúde de Teixeira de Freitas (BA). Casos de covid-19 aumentam vertiginosamente e Teixeira de Freitas torna-se o epicentro da pandemia. Mesmo assim persiste casos substantificados na cidade. 

Outra questão que o Sindicato vem acompanhando são as entregas dos Kit’s/cestas básicas para pais/responsáveis que tem filhos/as matriculados na educação púbica. “Para a gestão do município, os kit’s devem ser entregues apenas para algumas crianças, que classificou de mais necessitadas, e a Direção da APLB discorda. Diante desse impasse, estamos fiscalizando por meio do Conselho se todos os estudantes estão sendo atendidos. Não dá para em plena pandemia, em que muitos os estudantes precisam, mais do que nunca, dessa alimentação e os pais/responsáveis estão sem trabalhar e aguardando auxilio emergencial de R$ 600,00, deixá-los sem esse auxilio. Todos precisam receber! Quem tem fome tem pressa. E dialogamos com  a Secretaria de Educação do Município, logo após a suspensão da entrega dos kit´s,  para que e retorno as entregas se fizessem urgente. E alertamos que, em caso contrário, estariam ferindo a Resolução Federal nº 2 de Abril de 2020, que foi criada para atender o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE especificamente para esse momento de calamidade pública decorrente da pandemia de covid-19” – declarou a professora Brasília a nossa equipe de reportagem.

Ofício da APLB - Sindicato solicitando que os trabalhadores em educação recebam pagamento adicional por insalubridade. 
Desde que aulas foram suspensas APLB-Sindicato tem feito suas assembleias usando aplicativos que tornam possível reuniões virtuais. Um deles é o google meet. Com segurança para todos e mantendo sua militância em prol da vida o sindicato dos trabalhadores em educação não abriu mão de uma educação pública. Mesmo entro de um contexto tão adverso.

“Sabemos que estamos diante de um governo neoliberal, ou seja, que tem por finalidade aproveitar a pandemia e o isolamento social para tentar retirar direitos da classe trabalhadora. Diante disso, não podemos parar! Nossas Assembleias continuam mesmo que de forma virtual. Nelas deliberamos e acompanhamos a administração pública nas suas mais diferentes esferas, Federal, Estadual e Municipal. Não dá para diante de um momento tão delicado de isolamento social deixar com que os/as trabalhadores/as percam  direitos do já perderam com as reformas trabalhistas e previdenciária. Continuaremos na luta, mesmo que em isolamento!” concluiu a professora Brasília a nossa equipe de reportagem. 
Ofício da APLB-Sindicato solicitando a suspensão das aulas. 

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