por André Almeida e Brasília Marques
A
publicação do Decreto 388/2020 no Diário Oficial do Município, entre outras
ações, suspendeu as aulas nas unidades públicas e privadas do Município de
Teixeira de Freitas, como prevenção de combate ao COVID-19. E a APLB-Sindicato esteve à frente para que em pleno isolamento social, fosse possível no momento preciso, para diminuir o contágio
pelo COVID-19. Desde então, APLB-Sindicato vem se reinventando e atuando de acordo
com as orientações da Organização Mundial de Saúde para garantir os direitos
dos/as trabalhadores/as em educação e acima de tudo criar medidas protetivas
que priorizem a vida.
“No que depender da Prefeitura o comércio não será fechado, pois estamos trabalhando com o objetivo de preservar a saúde e a economia cumprindo as medidas de proteção, ontem tivemos o dado confirmado que temos 90% de curados em nosso município, temos realizado inúmeras ações de controle ao vírus e temos responsabilidade com a nossa população” – declarou o prefeito Temoteo (PP) em uma entrevista. (Foto/Trecho do texto: Sul Bahia News)
“No que depender da Prefeitura o comércio não será fechado, pois estamos trabalhando com o objetivo de preservar a saúde e a economia cumprindo as medidas de proteção, ontem tivemos o dado confirmado que temos 90% de curados em nosso município, temos realizado inúmeras ações de controle ao vírus e temos responsabilidade com a nossa população” – declarou o prefeito Temoteo (PP) em uma entrevista. (Foto/Trecho do texto: Sul Bahia News)
Para
garantir o direito dos/as trabalhadores/as em educação, a direção da
APLB-Sindicato optou por realizar Assembleias Virtuais. Essas são feitas pelo
programa google meet e tem como finalidade acompanhar, orientar e deliberar as
ações em plena pandemia. Entre elas, a posição dos educadores no que compete as
aulas remotas, mais conhecidas como: EAD.
Membro da diretoria da APLB - Sindicato e do Conselho de Alimentação Escolar - CAE a professora Josy Aguilar fiscaliza a entrega dos kit’s/cestas básicas para alimentação dos estudantes da Rede Pública Municipal de Ensino.
Membro da diretoria da APLB - Sindicato e do Conselho de Alimentação Escolar - CAE a professora Josy Aguilar fiscaliza a entrega dos kit’s/cestas básicas para alimentação dos estudantes da Rede Pública Municipal de Ensino.
“Os trabalhadores e trabalhadoras em educação, na sua
maioria, são contra as aulas virtuais na rede pública de ensino. Nada substitui
a convivência das crianças entre si e o cuidar delas pelo/a professor/a. Educar
é cuidar, se relacionar, acompanhar, brincar entre outras coisas. Nenhuma
sociedade Antiga ou Contemporânea se formou com pessoas vivendo e se educando
de forma isolada. Além disso, crianças e adolescentes não dispõem de
computador, internet e uma estrutura mínima de acesso ao conteúdo nem de
realizar as atividades. Quando a gestão defende o ensino a distância, sem dar
condições efetivas de aprendizagem, ela pode aprofundar, mais ainda, a
distância e oportunidades das crianças e jovens de se apropriar dos vários
tipos conhecimentos produzidos pela humanidade. Mesmo assim, diante do
compromisso que temos com a comunidade teixeirense, orientamos os educadores a
realizar atividades de ensino-aprendizagem usando as tecnologias, do aparelho
celular e outros, para continuar mantendo o vínculo e uma rotina de estudos.
Nesse sentido, a sociabilidade é fundamental para manter a inclusão e buscar
novas formas de inclusão para aqueles que não tem acesso nem a internet e muito
menos ao computador.
Fonte: Secretaria de Saúde de Teixeira de Freitas (BA). Casos de covid-19 aumentam vertiginosamente e Teixeira de Freitas torna-se o epicentro da pandemia. Mesmo assim persiste casos substantificados na cidade.
Fonte: Secretaria de Saúde de Teixeira de Freitas (BA). Casos de covid-19 aumentam vertiginosamente e Teixeira de Freitas torna-se o epicentro da pandemia. Mesmo assim persiste casos substantificados na cidade.
Outra questão que o
Sindicato vem acompanhando são as entregas dos Kit’s/cestas básicas para
pais/responsáveis que tem filhos/as matriculados na educação púbica. “Para a gestão do município, os kit’s devem ser entregues apenas para
algumas crianças, que classificou de mais necessitadas, e a Direção da APLB
discorda. Diante desse impasse, estamos fiscalizando por meio do Conselho se
todos os estudantes estão sendo atendidos. Não dá para em plena pandemia, em
que muitos os estudantes precisam, mais do que nunca, dessa alimentação e os
pais/responsáveis estão sem trabalhar e aguardando auxilio emergencial de R$
600,00, deixá-los sem esse auxilio. Todos precisam receber! Quem tem fome tem
pressa. E dialogamos com a Secretaria de
Educação do Município, logo após a suspensão da entrega dos kit´s, para que e retorno as entregas se fizessem
urgente. E alertamos que, em caso contrário, estariam ferindo a Resolução Federal
nº 2 de Abril de 2020, que foi criada para atender o Programa Nacional de
Alimentação Escolar – PNAE especificamente para esse momento de calamidade
pública decorrente da pandemia de covid-19” – declarou a professora Brasília a nossa equipe
de reportagem.
Ofício da APLB - Sindicato solicitando que
os trabalhadores em educação recebam pagamento adicional por insalubridade.
Desde que aulas foram suspensas
APLB-Sindicato tem feito suas assembleias usando aplicativos que tornam
possível reuniões virtuais. Um deles é o google meet. Com segurança para todos
e mantendo sua militância em prol da vida o sindicato dos trabalhadores em
educação não abriu mão de uma educação pública. Mesmo entro de um contexto tão
adverso.
“Sabemos que
estamos diante de um governo neoliberal, ou seja, que tem por finalidade aproveitar
a pandemia e o isolamento social para tentar retirar direitos da classe
trabalhadora. Diante disso, não podemos parar! Nossas Assembleias continuam
mesmo que de forma virtual. Nelas deliberamos e acompanhamos a administração
pública nas suas mais diferentes esferas, Federal, Estadual e Municipal. Não dá
para diante de um momento tão delicado de isolamento social deixar com que
os/as trabalhadores/as percam direitos
do já perderam com as reformas trabalhistas e previdenciária. Continuaremos na luta,
mesmo que em isolamento!” concluiu a
professora Brasília a nossa equipe de reportagem.
Ofício da APLB-Sindicato solicitando a
suspensão das aulas.






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