“É preciso unir as lutas, sem
abrir mão das especificidades” (Kabengele Munanga)
Por André Almeida
Nos
dias 07, 08 e 09 de Novembro, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
Baiano, IF - Baiano, promove no Campus de Teixeira de Freitas, o II Arvorecer Negro. O
evento tem como temática, “Ancestralidade
e Oralidade Afro-Indígena” tendo como objetivo "discutir e realizar atividades que promovam o acesso a
variados conhecimentos sobre a ancestralidade e a oralidade afro-indígena num
contexto cultural, político e científico contemporâneo” (link para o site
com a programação: II Arvorecer Negro: Ancestralidade e Oralidade Afro-Indígena).
“APLB - Sindicato
convida todos/as os/as educadores/as para participarem desse
evento, tendo em vista que combater o racismo, lutar pela inclusão e vivenciar
uma escola com pluralidade pedagógica e de ideias, é fundamental para consolidar
a democracia em nosso país. Além disso, estamos vivenciando um momento de
tentativas constantes de ataques ao pensamento crítico e a tentativa de impedir
que a educação seja um ato político. Em grande parte essa "censura"
foi sistematizada no projeto Escola sem Partido que tenta impor o pensamento
único por meio da vigilância constante aos trabalhadores no campo da educação.
Espaços de diálogos como II Arvorecer Negro ofertam uma formação continuada ao/a professor/a e para o/a coordenador/a para que possam ser vivenciados como
momentos de resistência e de luta por uma escola pública, cidadã, inclusiva e de respeito à diversidade. Diante da relevância desse evento para nossa
região do Extremo Sul da Bahia, a APLB - Sindicato convida todos/as os/as educadores/as para participarem
dele” – declarou André Almeida, Mestrando em Relações Étnico-Raciais
pela UFSB.
As inscrições são gratuitas para todos os seguimentos que desejam participar e contará com diversas atividades culturais e a emissão de certificados. Para acessar toda programação e realizar a inscrição online basta acessar o link a seguir: II Arvorecer Negro: Ancestralidade e Oralidade Afro-Indígena do IF Baiano, Campus Teixeira de Freitas/BA.
As inscrições são gratuitas para todos os seguimentos que desejam participar e contará com diversas atividades culturais e a emissão de certificados. Para acessar toda programação e realizar a inscrição online basta acessar o link a seguir: II Arvorecer Negro: Ancestralidade e Oralidade Afro-Indígena do IF Baiano, Campus Teixeira de Freitas/BA.




Participar de um evento desse, é mostrar para a sociedade, o desejo de fortalecer os passos de uma educação que , somente o profissional que atua na mesma , tem o direito de dizer o que deve e pode mudar.
ResponderExcluirParticipar deste evento...e complementar mas o conhecimento e ao mesmo tempo fortalece o conhecimento com a cultura educacional
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirA questão no racismo não é apenas um problema do/a negro/a. É um problema de toda sociedade brasileira. Nossos estudiosos, pesquisadores dentro da universidade acabam saindo do nosso país para fazer doutorado ou pós-doutorado sobre o Brasil e lê teóricos estrangeiros em sua grande parte europeus sobre uma realidade que é nossa. Esses teóricos ficam aqui um ou dois meses e depois para que os brasileiros se tornem ou sejam vistos e tratados como intelectuais precisam repetir por meio de cópia o que se encontra nessas obras. Estamos em um momento de Escola sem Partido, de ataque as pautas que refletem os estudos de gênero, etc. Nesse sentido, não existe neutralidade axiológica. Negros enquanto militantes que lutam por seus direitos e combatem o racismo não podem ter medo de morrer, pois já estamos morrendo todos os dias. Conquistas como as cotas devem ser pensadas como um momento em que intelectuais brancos pensavam que elas eram ruins para a população negra sem consultar intelectuais negros. E essa opressão se da não apenas nos aspectos das políticas públicas. No campo estético, as mulheres negras devem ser livres para fazer o que quiserem com seus cabelas, tendo em vista que ninguém critica as mulheres brancas por fazer o que querem com seus cabelos. Precisamos participar e lutar contra qualquer forma de opressão. A educação só é libertadora quando o oprimido não venha a ocupar ou queira o lugar do opressor.
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