"Sonho que se sonha só
é só um sonho que se sonha só
mas sonho que se sonha junto é
realidade”
(Raul
Seixas)
RELATÓRIO
DA REUNIÃO DE AVALIAÇÃO COM REPRESENTANTES DAS ESCOLAS ONDE FOI IMPLANTADO A
RESERVA DE CARGA HORÁRIA EM CUMPRIMENTO DA LEI 11.738/2008,
ART. 4º § 4º.
Apresentação:
A
APLB-Sindicato como entidade representativa dos Trabalhadores(as) em Educação
do Estado da Bahia tem como papel interferir para o cumprimento da Lei
11.738/2008 e formulação de politicas
que melhorem as condições de vida e de trabalho para os educadores (as), assim
como a garantia da valorização dos
profissionais de educação e do padrão de qualidade da educação pública
oferecida para os jovens, adultos e crianças do município de Teixeira de
Freitas, preceitos esses, consagrados na legislação brasileira.
Imagem 1: Reunião com o Secretário de Educação Hermon Freitas na sede da APLB-Sindicato (crédito da foto/APLB-Sindicato).
Nossa
entidade cumpre essa tarefa baseada no acúmulo da nossa luta cotidiana nas
escolas e na reflexão a respeito da implantação dessas políticas. Com isso, através do dialogo com os atores
principais dessa experiência, que atuam nas Unidades onde se implantou a
Reserva Técnica de 1/3 da Carga Horaria (CH) para Atividades Complementares
(ACs), fora da sala de aula, sejam elas, Creche Brás Pereira do Nascimento,
EMEI Jardim Caraípe, EMEI Professora Delci Rodrigues de Aguilar, Escola
Professora Marcela Nolasco e Escola Recreio, analisamos os resultados dessa
experiência que devem ser utilizados para redimensionar ações que visem atender
aos preceitos listados acima. Observando
todas as variáveis que interferem sobre esses. Essa avaliação teve a finalidade
de diagnosticar os erros e acertos dessa experiência com o objetivo de
reformular ações e politicas que levem ao fio condutor do direito à
aprendizagem.
Problemas encontrados:
|
Sugestões
apresentadas:
|
1. Prédios inapropriados para o tipo de
modalidade implantada. Maiores problemas: falta de sala dos (as) professores
(as) e coordenação; de refeitório; biblioteca; espaço de lazer; espaços para
formação e realização das AC’s; espaços para organizar eventos com os
responsáveis e comunidade;
|
1. Dialogar com comunidade escolar a
reforma das escolas para atender as necessidades básicas dos educadores e
educandos;
|
2. Aumento do número de alunos por sala sem
auxiliar de sala;
|
2. Repensar a experiência do aumento do
numero de alunos nas modalidades da Educação Infantil e Fundamental I,
considerando as consequências negativas dessa ação. Solução: auxiliar de
sala;
|
3. Duas modalidades de ensino na mesma
instituição;
|
3.
Considerar uma modalidade por escola ou por turno escolar;
|
4.
Acúmulo de trabalho para as coordenações;
|
4. Organização
dos AC’s por área de conhecimento unificada na rede para facilitar as
reuniões de planejamento e formação;
|
5. Diário
on-line: apenas um para todas as áreas;
|
5. Organização
dos ACs por área de conhecimento unificada na rede para facilitar as reuniões
de planejamento e formação;
|
6. Calendário
escolar: umas áreas ficam prejudicadas devido aos feriados e as formações
feitas sempre em um dia especifico da semana. Exemplo: sempre as
sextas-feiras;
|
6. Calendário
escolar: realizar as formações em dias alternados da semana, compensar as
áreas prejudicadas nas formações realizadas nesses dias, modificando no
calendário escolar e disponibilizá-lo para os/as pais/mães e responsáveis;
|
7. Horários
das AC’s diferenciados: de 2Hs e 4Hs;
|
7. Estabelecer
4Hs de ACs para todos os docentes disponibilizando mais um docente por turno;
|
8. Relatórios
descritivos;
|
8. Os
docentes consideram importante que das informações dos relatórios para os
pais e responsáveis, para que acompanhar o desenvolvimento dos seus/suas
filhos e filhas. E propõem relatórios descritores onde se analisam as competências e habilidades dos/as alunos/as;
|
9. Informações
desencontradas da Secretaria de Educação para as Escolas;
|
9. Criar
um canal de comunicação entre secretaria e escolas que preze pela precisão
das informações;
|
10. Falta
de unificação do trabalho nas escolas; cada escola trabalha de forma
individual;
|
10. Através
do texto do Projeto Piloto, ou outro texto, estabelecer diretrizes
pedagógicas e administrativas para as escolas onde foi implantada a reserva
de carga horária;
|
11. Regimento
Interno não atende as especificidades das escolas;
|
11. Abrir
discussão entre secretaria e comunidade escolar para a adequação do Regimento
Interno de forma que atenda as especificações das escolas onde está
implantando a RCH;
|
12.
Apresentação do Projeto Piloto da Implantação da reserva de CH nessas
escolas;
|
12. Abrir
discussão a respeito do corpo do Projeto Piloto;
|
13.
Adaptação da Matriz Curricular.
|
13. Abrir
discussão com a comunidade escolar para adaptação e avaliação da Matriz
Curricular implantada no conjunto das escolas do Projeto Piloto.
|
Imagem 2: Depois de receber o relatório o secretário de Educação Hermon Freitas descreve algumas questões vinculadas a rede (crédito da foto/APLB-Sindicato).
A Direção da APLB-Sindicato considera
essenciais as informações desse documento para a promoção da qualidade da
educação pública desse município e espera colaborar com a equipe da Secretaria
de Educação, no sentido de consolidar e ampliar esse Projeto de Implantação da
Reserva de Carga Horária para toda a Rede Pública Municipal de Educação. Pois os
problemas e sugestões, ora apresentados, são elementos construtivos para a
ampliação de investimentos na rede, da participação da sociedade nas decisões e
nas mudanças que interfiram na rotina escolar, considerando ainda, a
valorização dos profissionais em educação e sua qualidade de vida.
Saudações sindicalistas,
Teixeira de Freitas, 09 de
novembro de 2018.
A Direção da Delegacia
Extremo Sul da APLB
Nenhum comentário:
Postar um comentário