"Para quem tem uma boa posição social, falar de comida é coisa baixa. É compreensível: eles já comeram"
(Bertolt Brecht)Departamento de Imprensa/por André Almeida Santos Na manhã do
dia 06 de Agosto, a direção da APLB – Sindicato, representantes do Conselho Municipal
de Educação - CME, representantes do CAE – Conselho de Alimentação Escolar e os
vereadores/as e o Secretário de Educação e Cultura Hermon Freitas se reuniram para tratar
da questão da merenda escolar. Segundo representantes do CAE o problema está
tanto na qualidade quanto na quantidade de merenda que tem chegado nas Unidades
Escolares.
Imagem 1: Foto do prato da merenda servida nas Unidades Municipais.
A reunião interna foi convocada pelo
CAE em parceria com a direção da APLB – Sindicato e teve como ponto principal as
denúncias de que a quantidade da merenda não tem sido suficiente para os
estudantes nos diferentes seguimentos. Soma-se a esse problema o fato de que a baixa
qualidade da merenda tem feito com que muitos alunos/as, rejeitem alguns itens
do cardápio. Outra questão é que, devido a falta de alguns produtos ou o atraso na
entrega de outros, as merendeiras não estão conseguindo seguir o cardápio. Além do mais, uma questão grave diz respeito à quantidade de produtos entregues nas escolas,
muitas vezes não batem com o que está na nota. Alguns funcionários chegam a
dizer que a merenda tem se resumido a “biscoito com suco” ou “carne de soja com
arroz ou feijão”.
Imagem 2: Diretora da APLB - Sindicato professora Brasília descreve os avanços e recuos realizados no campo da merenda escolar no Município de Teixeira de Freitas.
Imagem 2: Diretora da APLB - Sindicato professora Brasília descreve os avanços e recuos realizados no campo da merenda escolar no Município de Teixeira de Freitas.
O Secretário de Educação e Cultura Hermon
Freitas, descreveu as dificuldades financeiras para sanar o déficit de merenda na
rede como um todo. Além disso, anunciou que por meio de curso de capacitação para as
merendeiras tentaria melhorar a qualidade da merenda. Também foi solicitado que
nos caminhões de abastecimento é necessário ter uma balança para pesar os
produtos. Após o questionamento do valor investido, o Secretário se comprometeu
a melhorar a qualidade da merenda, por meio, de uma complementação a cerca 94
milhões mensais.
Imagem 3: Vereador e professor Valci (SD), faz leitura de ata contendo questões vinculadas a merenda escolar.
Imagem 3: Vereador e professor Valci (SD), faz leitura de ata contendo questões vinculadas a merenda escolar.
Para o CAE, APLB – Sindicato,
Vereadores/as e representante do CME, o problema está no valor investido, sendo
necessário ampliar a participação da agricultura familiar, assim como o valor
por aluno/a. Uma merenda de qualidade deve levar em conta que alguns
estudantes não tomam café em casa. “O que faz com que essa refeição seja fundamental
para o processo de ensino – aprendizagem. Tirar, trocar ou deixar de abastecer itens
fundamentais é comprometer o futuro das crianças e o nosso, por isso, a fiscalização
deve ser constante” – declarou a professora Brasília.
Imagem 4: Secretário de Educação e Cultura Hermon Freitas, descreve as possibilidades de avanços e as dificuldades por ele enfrentadas sobre a merenda escolar.

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