sábado, 3 de março de 2018

“MATURIDADE E RESISTÊNCIA” SÃO AS PALAVRAS DE ORDEM DA APLB SINDICATO EM DEFESA DOS PROFESSORES

Fonte: Foco no poder/Por Katia Armini
A GRANDE PREOCUPAÇÃO DA APLB É DE NÃO DEIXAR ACONTECER, EM TEIXEIRA, O QUE VEM ACONTECENDO EM DIVERSAS PARTES DO BRASIL, ONDE AO INVÉS DE AVANÇAR, OU MESMO DEFENDER OS DIREITOS, A CLASSE ESTÁ AMARGANDO DERROTAS E RETROCESSOS.

Imagem 1: Professora Brasília, da APLB - SIndicato, na paralisação do dia 28/02 (Foto: André Almeida)
A professora Francisca Brasília da APLB Sindicato acredita na estratégia da união, para ultrapassar o momento de crise sem perder direitos. Segundo ela, avançar não é mais a palavra de ordem, o momento é de defesa dos direitos já alcançados, visando não retroceder em tudo que já foi conquistado. Maturidade é a palavra de ordem.
“O sindicato tem que ter, num momento desse de crise, tem que ter maturidade, nós sempre analisamos e avaliamos tudo antes de ir pra rua. Só nos manifestamos quando se esgotam todas as chances de negociação, como ocorreu agora. Os acordos não estavam sendo cumpridos e infelizmente a gente teve de ir pra rua. A reunião com o prefeito, eu considero que foi muito positiva, por que,  mais uma vez, ele afirmou que tem interesse em resolver o problemas da educação, juntamente com o sindicato. Nós somos defensores dos trabalhadores e ele é o patrão, mas, no momento de crise a gente tem que perceber que, se o patrão cair, a gente cai também”, explicou a sindicalista.
A grande preocupação da APLB é de não deixar acontecer, em Teixeira, o que vem acontecendo em diversas partes do Brasil, onde ao invés de avançar, ou mesmo defender os direitos, a classe está amargando derrotas e retrocessos. Para a sindicalista, manter o diálogo com o prefeito e a Secretaria de Educação, de forma respeitosa e madura, consciente do momento atual, é a mais sábia estratégia, para que a categoria passe por este momento de turbulência política e econômica.

“A crise econômica não atingiu só o município de Teixeira de Freitas, atingiu vários municípios do Brasil. Eu estive agora em Salvador, são inúmeras cidades que ainda não receberam 13º, não receberam de férias.  Aqui, graças a Deus,  e pela  atuação do sindicato junto a secretaria e junto ao prefeito, nossos direitos foram garantidos,  foram pagos. Diante da crise econômica não vejo muito caminho para avançar na luta, eu vejo que a luta agora é pra resguardar o que a gente tem”, avaliou Brasília.
Imagem 2: Professores mostram sua força e união na paralisação do dia 28/02 ao atual gestor do Município. 
(Foto: André Almeida)

Brasilia acredita no poder do diálogo, do respeito mútuo  e na conscientização, tanto por parte do governo, como por parte da categoria em fazer a leitura do momento atual. Para ela é preciso lucidez para passar pela crise e também consciência para entender que o retrocesso da educação é o que pode acontecer de mais prejudicial a saúde do Brasil, como nação. Garantir e avançar num ensino de qualidade é a saída para formar cidadãos mais conscientes e capazes de lutar pela dignidade de um país envolto em escândalos, escarnecido mundialmente, e ferido em sua dignidade.

 “Porque a bandeira do sindicato é a qualidade na educação. Eu vejo que os filhos de Teixeira precisam disso. São filhos de trabalhadores  e a oportunidade que a gente pode dar pra essas crianças é uma educação de qualidade. Como todo mundo sabe, a educação é também uma arma contra a violência. Se a gente pretende ter um Teixeira melhor, ter um mundo melhor, eu acho que a educação deve ser um ponto principal na pauta de todos os gestores”, concluiu a professora.

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