Fonte: Foco no poder/Por Katia Armini
A GRANDE PREOCUPAÇÃO DA APLB É DE NÃO DEIXAR
ACONTECER, EM TEIXEIRA, O QUE VEM ACONTECENDO EM DIVERSAS PARTES DO BRASIL,
ONDE AO INVÉS DE AVANÇAR, OU MESMO DEFENDER OS DIREITOS, A CLASSE ESTÁ
AMARGANDO DERROTAS E RETROCESSOS.
| Imagem 1: Professora Brasília, da APLB - SIndicato, na paralisação do dia 28/02 (Foto: André Almeida) |
A professora Francisca Brasília da
APLB Sindicato acredita na estratégia da união, para ultrapassar o momento de
crise sem perder direitos. Segundo ela, avançar não é mais a palavra de ordem,
o momento é de defesa dos direitos já alcançados, visando não retroceder em
tudo que já foi conquistado. Maturidade é a palavra de ordem.
“O sindicato tem que ter, num
momento desse de crise, tem que ter maturidade, nós sempre analisamos e
avaliamos tudo antes de ir pra rua. Só nos manifestamos quando se esgotam todas
as chances de negociação, como ocorreu agora. Os acordos não estavam sendo
cumpridos e infelizmente a gente teve de ir pra rua. A reunião com o prefeito,
eu considero que foi muito positiva, por que,
mais uma vez, ele afirmou que tem interesse em resolver o problemas da
educação, juntamente com o sindicato. Nós somos defensores dos trabalhadores e
ele é o patrão, mas, no momento de crise a gente tem que perceber que, se o
patrão cair, a gente cai também”, explicou a sindicalista.
A grande preocupação da APLB é de
não deixar acontecer, em Teixeira, o que vem acontecendo em diversas partes do
Brasil, onde ao invés de avançar, ou mesmo defender os direitos, a classe está
amargando derrotas e retrocessos. Para a sindicalista, manter o diálogo com o
prefeito e a Secretaria de Educação, de forma respeitosa e madura, consciente
do momento atual, é a mais sábia estratégia, para que a categoria passe por
este momento de turbulência política e econômica.
“A crise econômica não atingiu só o
município de Teixeira de Freitas, atingiu vários municípios do Brasil. Eu
estive agora em Salvador, são inúmeras cidades que ainda não receberam 13º, não
receberam ⅓ de férias. Aqui, graças a Deus, e pela
atuação do sindicato junto a secretaria e junto ao prefeito, nossos
direitos foram garantidos, foram pagos.
Diante da crise econômica não vejo muito caminho para avançar na luta, eu vejo
que a luta agora é pra resguardar o que a gente tem”, avaliou Brasília.
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Imagem 2: Professores mostram sua força e união na paralisação do dia 28/02 ao atual gestor do Município.
(Foto: André Almeida)
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Brasilia acredita no poder do
diálogo, do respeito mútuo e na
conscientização, tanto por parte do governo, como por parte da categoria em
fazer a leitura do momento atual. Para ela é preciso lucidez para passar pela
crise e também consciência para entender que o retrocesso da educação é o que
pode acontecer de mais prejudicial a saúde do Brasil, como nação. Garantir e
avançar num ensino de qualidade é a saída para formar cidadãos mais conscientes
e capazes de lutar pela dignidade de um país envolto em escândalos, escarnecido
mundialmente, e ferido em sua dignidade.
“Porque a bandeira do sindicato é a qualidade
na educação. Eu vejo que os filhos de Teixeira precisam disso. São filhos de
trabalhadores e a oportunidade que a
gente pode dar pra essas crianças é uma educação de qualidade. Como todo mundo
sabe, a educação é também uma arma contra a violência. Se a gente pretende ter
um Teixeira melhor, ter um mundo melhor, eu acho que a educação deve ser um
ponto principal na pauta de todos os gestores”, concluiu a professora.

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